sexta-feira, 28 de maio de 2010

Aos meus amigos bracarenses, sportinguistas, portistas e outros... Mas está na hora de un petit peu de savoir:)We are the champions!!! Com carinho.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Hummm... o café

"Uma lenda conta que um pastor chamado Kaldi observou que suas cabras ficavam mais espertas ao comer as folhas e frutos do cafeeiro. Ele experimentou os frutos e sentiu maior vivacidade. Um monge da região, informado sobre o facto, começou a utilizar uma infusão de frutos para resistir ao sono enquanto orava.

O conhecimento dos efeitos da bebida disseminou-se e, no século XVI, o café era utilizado no oriente, sendo torrado pela primeira vez na Pérsia.
Na Arábia, a infusão do café recebeu o nome de kahwah ou cahue (ou ainda qah'wa, do original em árabe قهوة). Enquanto na língua turco-otomana era conhecido como kahve, cujo significado original também era "vinho". A classificação Coffea arabica foi dada pelo naturalista Lineu.
O café no entanto teve inimigos mesmo entre os árabes, que consideravam suas propriedades contrárias às leis do profeta Maomé. No entanto, o café venceu essas resistências e até os doutores maometanos aderiram à bebida para favorecer a digestão, alegrar o espírito e afastar o sono, segundo os escritores da época."

Perdoem-me esta extensa informação, mas há nas lendas um "não sei o quê" de verdade e magia.
"Vamos tomar café"; Um dia destes tomamos café?" Rituais que podem apenas significar "vamos encontrar-nos..." Mas já me conhecem... Não é sobre a convivência social do café nem da metonímia que vou falar... Já me conhecem...
Comprei uma serigrafia que adoro! Os tons, cheiros de África embrenham-na (bem, a moldura custou mais que a serigrafia, mas é bom sobre-elevar os nossos caprichos- que eu direi desejos- às vezes...
Eu não devo beber café. Ponto. Mas é impossível! Claro que o faço, quando sei como o meu espírito poderá reagir.
Sinto a forma dos grãos, sempre que posso... Por mim, caminhava sobre eles, despia-me perante eles, desfalecia em amor...Absorvo as histórias de calor e sensualidade que exalam... Descrevo-o... Intenso, colorido, odor de terras que nem sei se existem, mas que quero percorrer... Cerro os olhos, insufluo as narinas e escuto músicas e gentes calorosas... Entrego-me ao sabor, não antes do odor... Acorda os meus cinco sentidos... acorda, mima, equlibra...

Um príncipe enlouqueceu por amor. Chamava-se Iani. A loucura fê-lo percorrer o karma dos loucos. Trancado no castelo, no corpo e na alma, desceu às profundezas do inferno. Na fogueira dos perdidos, atiçada com raiva, desdém e ódio, intolerava o calor... Lembrou-se de tudo. Do amor perdido, da vida faustosa, da futilidade, da devassidão. Irina estava lá. viu-o. Num gesto animalesco, Iani, gritou, blasfemou, trovejou... Ela percebeu que nem ali ele conseguia ter paz... Irina era bela. Belíssima. Os seus cabelos eram a grande confusão de lúcifer! Não queimavam, não encrespavam, não mudavam a cor! Irina entrelaçava as mãos. Sempre. "Piedade!" Pensava o dono do desterrro humano. Não, Irina agarrou em vida uns grãos. Passo à frente pormenores... Iani desistiu até da morte. Ela tinha consigo o veneno destinado ao inferno. Uns grãos que começou a desfazer com as suas mãos queimadas, solitárias. Deitou o pó, deles extraído, na caldeira preferida do mestre. Uma nuvem inebriante começou a formar-se... Iani desconheceu-se, mas reconheceu Irina. Abraçaram-se e elevaram-se nesta nuvam, tão leve, mas tão consistente. O que fez lúcifer? Deiixou-os partir. Hein??? Pois é... Há magia até nos momentos mais finitos, e infinitamnte derradeiros. Ainda hoje, diz-se que o mestre do desterro morre de amores pele nuvem que paira. Iani e Irina? É uma história que foi esquecida, menos pelas almas que absolvidas do corpo se deixam guiar pelos sentidos... Já nada é como nos contaram...
Eu, sempre que posso, onde quer que esteja e com quem esteja, acordo os meus sentidos, afasto a fogueira irada e continuo a saber da história de Iani e Irina, na companhia de um café...

sábado, 22 de maio de 2010

Pergunta-me

Pergunta-me e eu respondo, mesmo que não saiba a resposta, falo contigo, sempre. Pergunta-me e ouve. Mas baixinho... Porém, não te admires se eu gritar. Grita, não comigo, mas com a situação. Pergunta-me e eu deixarei de estar calada. Pergunta-me. Dou-te as respostas mais objectivas, mais loucas, mais mágicas, mais infantis, mais maduras, mais indecisisas, mais ambíguas, mais irritantes, mais queridas, mais divertidas, mais correctas, mais politicamente incorrectas... Mas pergunta-me, porque estou aqui. Para isso tens que regressar ao Paraíso, tens que te entranhar no meu mundo, que nem sempre é de cá, mas eu estou cá. Tens que querer.
Também já só me escutei a mim mesma. Ouvi, mas recriei o dito.
Quem não pergunta, não pode esperar muito... É como achar que se sabe tudo, e isso é impossível no mundo amargo e doce dos humanos.
Estamos aqui para dar brilho a uma estrela pálida. Se assim não for, vagueamos... por aí...
O cinismo, a adulação, a dissimulação, o exagero, a ausência de selecção a quem queremos mesmo bem é frequente. Desilude, humilha, devasta quem acredita num mundo diferente. Detectar estes seres completamente frustrados, é uma experiência ao mesmo tempo fantástica e vazia.
Deixem-me adormecer ao sabor das ondas, deixem-me ser eu, deixem-me beber, comer, gritar, dançar, estar calada, RIR, gozar, "dar um mergulho no mar"... "E tu vais ver..."
Façam-me só um favor: deixem-se de merdas e de tretas! Mais vale quem discute comigo do que quem se esconde. Eu, sou eu... Queria voltar àquela esplanada, à espera, a fumar o meu cigarro, numa manhã qualquer,em que fui estrela... Para mim, e para quem eu sei...
De resto, aprecio os tesouros e vou-me deixando estar... Mas que irei sempre a algum lugar que é o espelho de mim, ai isso irei!

domingo, 16 de maio de 2010

Um dia contarei a história que é a minha vida III

Os Natais eram belos! O presépio tinha musgo fresco apanhado no quintal, a árvore era natural. O pai cortava-a. Mas eu escolhia-a... Compravam-me as coletâneas de música que guardo em vinil ainda hoje... Tínhamos presentes. A cozinha era um palácio onde rainhas imperavam. O jantar era diferente... (na altura, eu detestava batatas com bacalhau!). Experimentávamos os presentes... Simples, tão simples mas tão importantes, fundamentais! Cantávamos:) Eu, o irmão e a madrinha! Cantávamos muito! Não importava o resto do ano. O Natal era simplesmente precioso... O pai trazia sempre chocolates, daqueles de colocar na árvore e guardava mais alguns só para mim... Havia passas, pinhões, Porto, champanhe. O frio era tão quente! Era melhor que o sol dos trópicos! Os gatos percorriam a casa. Entravam, saíam, espreguiçavam-se, subiam aos sofás, faziam-nos sorrir...
A canela... Ai, a canela... Na aletria, nos mexidos... O bolo-rei com brindes que nós sabíamos que era o pai a pô-los lá:)... As ruas eram vazias de sons, mas o ar tinha a música da orquestra de todos os anjos. Não se viam carros na rua. Tudo estava fechado. E tudo me bastava. É o que me lembro e é o quero lembrar.
Mesmo que o tempo não passasse, mesmo que estivéssemos ainda todos... não voltará a haver Natal.

Inquietação

Passados .... anos de vida, foram-me relatadas coisas que eu desconhecia. Aliás, tornou-se costume na minha vida, ultimamente. Tenho que refazer a minha história e ela chega-me em pedaços que ainda não me fazem sentido. Afinal, tenho mais para contar do que eu pensei.
Meu Deus, contem-me as histórias, objectivamente, sem maquilhagem nenhuma, porque eu quero ser um todo que ainda não percebi...

Coisas minhas

Digo sempre aos meus alunos que estão proibidos de escrever ou dizer: "É bom/ boa; É mau/ má". Que exigência Sra. Professora! Que castração!
Pois é... Então reparem: Como está o dia hoje, por aí? BOM; Achas que podia fazer melhor? Não, está BOM; O que pensas do estado do país? MAU; Gostaste?... Foi BOM; Então e aquele fulano da piscina? É BOM; Como foi o teu dia, amor? MAU. Porra!!! Parem com isto! Foi FANTÁSTICO! INEBRIANTE! IRRITANTE! EXECRÁVEL! DEMOLIDOR! MAGNÍGICO! TRANSCENDENTE! DESOLADOR! INQUIETANTE! DIVINAL! Porra!!! Deixem-se de frases feitas. Mais vale dizer: "foi lindo" do que É BOM!!! O código é: as maiúsculas são pura irritação!
Que exigência, Sra Professora! Que castração!
Neste momento... só queria sair daqui! Porém tenho assuntos para resolver, histórias por completar, sentimentos para eternizar. É complicado. Há um vazio preenchido por pedaços de cada dia. Sufoco, neste momento! Queria ir dançar até cair! Queria vadiar até me perder! Queria correr! Queria servir shots! Queria provocar uma rebelião! Porra!!! As coisas não são BOAS ou MÁS!!! São explosivas, graciosas, infernais, maliciosas, deliciosas, frementes, peculiares, grandiosas, extenuantes, arrepiantes, excitantes, vazias...
No frio, aqueço-me, envolvo-me nas mantas quentinhas, quentinhas, tomo banhos de imersão a escaldar! No calor, dispo-me, banho-me, descalço-me, vibro! Agora... o morno... Não me digam mesmo "Vem por aqui!". É que não vou definitivamente! Graças a Deus...

sábado, 15 de maio de 2010

Um dia contarei a história que é a minha vida II

Caminhava sem reconhecer os passos. Escondia-me na cabeça baixa de não querer que o mundo se pronunciasse sobre mim. Borrifei para os trajes, camuflei as formas do meu corpo, negligenciei o cabelo. Era indiferente. Tudo fora nascido melhor que eu. Ouvia música nas portas fechadas do casarão antigo da Sra- a-Branca. Coreografava, perseguia outros mundos e olhava o mundo real por detrás das cortinas daquela sala. Tinha medo. Tinha vergonha. Tinha muita solidão. Escrevia a letra das músicas: auscultadores e... ninguém sabia o que eu fazia. Mas cantava. E tocava. Era um orgão que me fora oferecido por uma amiga da família, em que premia as teclas, e com os conhecimentos que tinha da escola, tocava... E dançava.  E fazia de conta. A valer!
No hospital sombrio onde me deixavam com a madrinha, gravávamos canções, a duas vozes. Era magnífico!
Onde ficaram os meus dons? Algures, esquecidos por quem mos deveria desenvolver...
E continuei... a apanhar sol, no quintal daquela casa... Via o "Verão Azul" e "queria lá saber!"
Ninguém quis saber. Até ao momento, muito tempo depois, em que eu quis saber!
Hoje, a música, a dança, as letras percorrem o meu ser. Sem mágoas, neste aspecto.
E mais uma vez eu queria que me tivessem mostrado e dito que o sol nascia por e para mim. E que eu era o sol...

Le Petit Prince

Como mulher, passei por histórias que a maioria dos seres com que me cruzo consideram, hum... treta. Sim. Não tenho quaisquer dúvidas.  P...