sábado, 27 de fevereiro de 2010

Viver e morrer

Já não há muita coisa que me possam dizer, quando subrepticiamente me continuam a ver (infelizes) como... CULPADA! Já passou, é passado, enterrado. Não tenho culpa de nada.
Do passado temos memórias, danos... Do presente temos realidades, puras... Duras... Belas. Do futuro, sonhamos, acreditamos, suplicamos, desejamos.
Viver! Uma vida inteira! Dias, noites. Erros, certezas, atitudes.
O que desejamos pode não acontecer. Acontecem-nos coisas que jamais esperamos, sejam boas ou más. Não sei se alguém já despejou raiva em vós. Em mim, já. Eu também, mas... De forma diferente. Já me escreveram uma coisa terrível sobre a idade, sobre mim... Pois... Que dizer? A idade traz-nos sabedoria, discernimento, maturidade para dizer: NÃO!. E sobretudo quando definitivamente decidimos quem queremos pertinho de nós, quem nos faz bem, quem se enternece, rejubila e sorri...
Mas passo à frente, neste momento o que me foi dito é idiota, pequenino, de rir "a bandeiras despregadas".
Hoje, quero saber lidar com a vida. Não fujo. Não me minto. Nem aos outros... Os que interessam.
Cuidemos uns dos outros. Não de todos... Pois não interessa. Porém, a vida ajuda-nos a aceitar a condição humana. Não o consigo ainda como eu queria, mas existe a divinização do ser. Acreditem.
A mensagem é que sejamos únicos, tenhamos transparência e sabedoria, humildade e, sobretudo, amor-próprio! "Quando eu nasci, ficou tudo como estava..." Agora que vivo, baloiço com o Universo. E respeito-o tanto! E não há muito a fazer. Cuidemo-nos, inspiremos AFECTOS, peçamos ajuda, espalhemos alegrias, porque o tempo passa. Tudo passa. Ouvi nestes últimos tempos verdades fantásticas. Dolorosas, algumas, mas ecos de seres humanos que me querem bem e estão de bem com a Vida. Fugir é o caminho dos lobos predadores. Cada dia acendo uma vela em mim, tentando nessa luz, não perceber, mas aceitar. Se custa? Muito... Muito... Todavia aprendemos as leis da Vida. É duro, muito duro assistir. Crudelíssimo espectáculo da vida. Preciso de colo e aconchego. E tenho-os tido...
Vou estar sempre perto, meu pai. Ainda que sufoque por incompreensão, por infinita tristeza. Ainda que sorria com o coração a desfalecer... Vou falar contigo como tu queres, neste momento. Não sei, na maioria das vezes, mas por ti, por mim, tem que ser...
Os meus amigos sabem do que estou a falar... Mas a mensagem é: vivamos, agradeçamos, aprendamos só porque... Assim é a Vida.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Diferenças...

Quando fechei os olhos,deixei de pensar. A força, a omnipresença da música era tão forte! Constelações de pensamentos assolaram-me. Pensei em tanta coisa, contudo continuei a escutar a música. Pensei que faltavam ali palavras, poemas, pedaços de histórias, soluçar de vidas! Pensei como queria tanto, como me faltava tanto a beleza pura das palavras que amo. Senti frio... Muito frio:) Sorrio porque valeu em absoluto a pena...
Talvez tudo pudesse ter sido diferente. Mas não creio... Tinha que ser assim.
Tudo isto me leva às pessoas. Pessoas com quem me dou... Umas paradas no tempo e no espaço, outras críticas, outras sem sensibilidade NENHUMA e que no entanto continuo a amar, outras que eu queria ver VIVEREM como eu gosto de viver, outras que não quero, outras que são... O espelho de mim. Fazem o meu universo girar! Quero que esse poder nunca me seja tirado... O de escutar as pessoas sãs deste mundo. Acreditem, essas pessoas sãs passaram por tanto sofrimento e conseguem iluminar a cerrada escuridão! Que emaranhado é este, perguntam vocês? É simplemente e grandiosamente a junção da beleza das coisas: os violinos tocam de madrugada... As palavras matam ou ressuscitam, purificam, emocionam!!! A voz, as vozes alcançam o infinito! Os amigos são para cada ocasião... Mas há aqueles que não têm ocasião! Têm tudo e, nesse tudo que são, deixam-me estar cheia de paz...
Noutro tempo, iria agora assistir à orquestra da noite num saco-cama, onde visse o mar...

sábado, 5 de dezembro de 2009

Lição de voo

O meu blog tem objectivos. Voar!!! Cada vez que pressinto a ignorância e a inconsciência e a alienação, o não saber ser, tento VOAR!!! Cavalo alado, por que não te materializas na era em que vivo? Por que não és mais do que mito? Por que foges dos meus sonhos mortais? Por que permaneces longe?... Voa, cavalo alado, mostra que o voar acontece dentro do ser, acontece quando eu me quiser, acontece quando eu não me deixar perder, quando o vento soprar no meu rosto, quando a desilusão é esquecida porque lutei, quando me elevas, quando me (e só a mim) fazes VOAR!...

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Amor...

Os que sabem o que querem, lutam por esse amor que consideram único. Sonhar a dois é VIVER a dois. Amar é saber que há entraves no caminho, mas não querer desistir, não querer fugir, porque se sabe que esse ser é especial, é diferente, alguém que dificilmente outro alguém ultrapassará.

sábado, 28 de novembro de 2009

Vivos

Avassalador é o reino dos vivos. Confronto a paz e nem discuto o que penso. Por que procuras em vão o teu destino? Ele não existe. TU EXISTES. Rodopio sem pensar. PENSAR INCCOMODA COMO ANDAR À CHUVA, já dizia o outro... Tormentas e vendavais no meu ser! Incomodo tanto quanto se sentem incomodados! Cai a chuva sem permissão, o frio destroça tudo menos o meu momento. A inquietude é apenas um estar... Perspectiva-te! A tormenta é belíssima, porque tremem as emoções todas ao redor. Contraterniza com todos os elementos! Vibra, grita, dorme na areia fria, aconchegado pelo calor. Aquece o tempo de esperança. Há quimeras de verdade e sem sopro de alma... Não importa já o que se vive. Importa o que se transporta no vento... Arrasta-me, vive em mim... As fendas que trespassam a noite são sinais. Estou no frio, lancetada do fogo que a vida me permite. Vivo além, ainda que aquém do que me ditaram. Na crista do sonho desvendo o mistério. E depois... Uma borboleta dança, tem cor e liberdade. É bela. Cuspo nos degraus. Sei onde vou pisar. Tudo é meu, porque me sei. Lá fora, a chuva cai! Graças aos céus!!! A noite que imaginei emerge em mim. Estou bem. Mesmo bem. Porque a respiração suave do Universo persiste ao odor de mim. Ainda que ofegante nunca será ninguém a ditar-me as leis! Ó vida, que mesquinhez, que arrogância, o pensar que se está acima! Fujo entre os meus dedos de sentir. Pressinto os sentidos e penso sem querer. Deixei de pensar... Continuo a amar o calor seguro do colo da minha mãe. Entretanto, fecho os olhos, educo os ouvidos, toco sem sopro em tudo. E tudo é meu. Um dia, quando o Verão começar, vou estar no parapeito do teu coração. Um dia, quando houver calor, vou sentir a pele a vibrar. Vou construir tudo... Logo que puder...

sábado, 21 de novembro de 2009

Laços de sangue

Ai, meu irmão, se as nossas feridas se pudessem transformar em pirilampos e as nossas distâncias e silêncios em flores a desabrochar naquele cheirinho da Páscoa lá no quintal da nossa casa... Se pelo menos nos tivessem dado a força e a paz do Universo... Se ao menos as canções que cantámos fossem festivais de perene aconchego... Se ao menos nos fosse permitido continuar a chorar o fim do Verão... Se ao menos nós soubéssemos o caminho para a beleza das coisas... Tenho-te e fico feliz. Ríamos entre os desertos que atravessávamos, mas como só nós sabíamos rir, e apanhar sol... Tudo ficou para trás... Se ao menos conseguíssemos chorar... Meu irmão... Deixa... Vamos caminhar na praia, rir, rebolar, jogar à bola, cantar, fazer tudo o que só nós conseguíamos fazer! Sei que se conseguisses, escrever-me-ias o mesmo...

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Estações

Antes que o Inverno chegue e imponha a sua vontade nos corações humanos, mudemos... Superficial e profundamente. Mudar é bom, mudar é estar vivo. Que nem o Inverno nos faça estagnar, porque ele é muito BELO! Que o frio seja o pretexto de aconchego, de maior entrega, da dádiva, dos jantares à lareira ou, para quem não a tem, à luz do fogo. Que seja pretexto para as conversas sobre os filmes e que um bom vinho acompanhe o que é o mais fundamental: a companhia boa, boa... Digamos nós o que dissermos, o frio é-nos precioso. Pelo menos até Março... Depois... Que saudades tenho dos pássaros a chilrear, a anunciar-me que algo morreu e algo distinto vai nascer. No tempo certo. No local exacto. Eu despia-me das roupagens já asfixiantes, para cheirar os estonteantes sabores da Natureza e do sol a raiar em oblíquo... Ai... Que saudades! Contudo, enfim, mesmo sabendo que a Mãe nos troca as voltas,vivamos, agora, o Inverno, e o resto... Deixemos vir.
Por agora, e num momento, eu para vocês, mudei o "aspecto" do meu blogue:)...

Le Petit Prince

Como mulher, passei por histórias que a maioria dos seres com que me cruzo consideram, hum... treta. Sim. Não tenho quaisquer dúvidas.  P...