sábado, 12 de setembro de 2009

Arrepios

Hoje quis uma mão para apertar a minha. Hoje quis um abraço fundido de ternura e aconchego. Hoje quis ser pequenina. Quis ser levada pela mão. Quis ser apertada pela protecção. Hoje quis o inconfessável. Hoje quis que o dia passasse depressa. Hoje quis que às nove horas ainda fosse dia. Hoje quis surpresas. Hoje quis tanto. Hoje quis pensar nas próximas férias! Quis planear. Quis colo. Quis chorar, quis gritar, quis olhar...
Hoje estive com duas pessoas fantásticas. Hoje passei momentos cheios de calor. Hoje senti-me bem!
Qual é a fronteira entre o que queremos e o que acontece? Não há fronteira, porque cada pessoa ocupa um espaço, preenche uma parcela, ilumina os quartos escuros da casa, enquanto outros ficam por iluminar.
Hoje estive com quem me sabe e com quem adoro. Mas hoje também quis o outro lado da lua. E que me faça entender... A lua não tem lados. Brilha por inteiro, enquanto é, porque o é, inteira.

domingo, 6 de setembro de 2009

Espelhos

Reflitirá o espelho a nossa verdadeira imagem? Ou está ligeiramente distorcida? E uma fotografia, um vídeo? Reflitirá a nossa verdadeira imagem? E o que dizem os outros de nós? Será verdade, será exagerado? Será misturado com sentimentos tão contextualizados que poderão ser credíveis? E o que dizem as nossas mães? E os nossos amigos e namorados no auge da paixão e na decadência das lutas cruéis? Quem somos nós? Digam-me, quem somos nós?...

sábado, 5 de setembro de 2009

Fumo sim, fumo não

Acendo um cigarro e oiço: "Não fumes!", bebo e escuto: "Estás bem?" Durmo até tarde e dizem: "Não acredito que estejas a dormir!". Teço alguns comentários e olhares perturbam-me e julgam. Ponto. O que é isto??? Deixem-me! Já conheci tanta gente, tantos lugares, tantas personalidades. Deixem-me! Não percebem? Deixem-me! Falem-me de outras coisas, ensinem-me coisas novas, façam-me acreditar! Preocupação??? Não vamos por aí, pois de contrário colocar-nos-íamos TODOS numa redoma de álcool e éter! Deixem-me! Querem deixar de fumar? Maravilha! dou-vos todo o meu apoio! Fumar faz mal. Mais mal faz ouvir e ver merdas que nem se acredita!
Todo e qualquer fundamentalismo é mau, é pernicioso. Deixem-me viver enquanto existe vida, pois da vida cada um extrai o que quer. Tudo é tão limpinho... Tudo é tão comedido... Não levo o meu fumo para onde sei que não devo levar. Respeito. Sou bem formada. Por isso, Deixem-me! Lembraram-se agora...
Advertência: formem os filhos, alunos, sobrinhos para a geração NÃO FUMADORA. Mas para tal, estejam MUITO presentes, MUITO atentos, MUITO humanos, MUITO compreensivos. porque nestas coisas, não pode haver castigo. É MUITO pior!
Sejamos simplesmente FELIZES!

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Cigarros, álcool e salsa ou lá o que for

Ora bem, a cena é a seguinte: há medos. Medos de investir em negócios, medos em mudar seja o que for, medos em recomeçar, medos em que uma coisa nos possa fazer mal, medos de amar, medos de nos mostrarmos aos outros, medos da cafeína, medos, medos, medos! Pois aconteceu algo na minha vida que me pôs a pensar. .. Medo do quê? De deitar fora ou dar a quem precisa o que já não usamos há TANTO tempo? Medo de fazer algo que já devia ter sido feito e não o foi por preconceito? O único medo que me ocorre neste momento preciso, é a perda de quem amo! Mais nada! Não tenho medo de mais nada! Porque descobri que aquilo de que tinha medo foi o que me aniquilou. É verdade! Os medos enfrentam-se! Não há condescendências para com ele! Repito: NÃO HÁ CONDESCENDÊNCIAS PARA COM O MEDO! Se como eu, já experienciaram o céu e o inferno, garanto-vos que o céu, metáfora do que faz bem, vivi SEM medo!!!
Advertência: há situações extremas em que já não se sente medo. CUIDADO! O medo é um aliado precioso. Alerta-nos para o mal!
Sempre tive medo de amar. E quando amei, quando me entreguei... Foi o caos! Mas não porque amei. Simplesmente porque foi com a pessoa errada. Por isso, mais do que nunca, NÃO TENHO MEDO! Nem dos pensamentos avassaladores, terríveis, monstruosos! Desafiam-me. Mas já os reconheço! Que dádiva!... Obrigada meus pouquíssimos mas MUITO BONS amigos, Dra. Armanda, Vida, EU!
Fumo, bebo (socialmente) e adoro a loucura do "seja lá o que for".
Um grande sorriso para os que me querem realmente BEM! Quero-vos realmente BEM também, porque em todas as horas estiveram a acompanhar e a acarinhar a PAULA! Que Agosto seja, PARA NÓS, O mês de todos os sonhos realizados!!!!!!!!!!!!!!!!

domingo, 19 de julho de 2009

Perspectiva

Agora chega! É assim, CHEGA!!! Chega de abusos, chega de jogos, chega de inconstâncias, chega de arrogâncias, chega de merda, chega de palavras, chega de conversa fiada, blá blá blá! CHEGA!

Era uma vez, uma menina que vivia numa floresta encantada. Ou desencantada. Pois bem. Um dia, decidiu partir do conforto do seu lar e ir à procura de alguém que lhe desse razão para viver. Que caminhada esta! Ora era o sapo com a boca cozida que lhe prometeu a felicidade se o salvasse; ora era o macaco brincalhão que lhe dizia:" só tu me poderás mudar"; ora era o cão vadio que desesperava por amor e sugava as energias da menina, ora era o leão que considerava ser mais vistoso perto dela,; ora era o lobo (mau ou não, depende da vossa fantasia) que ora era meigo ora era CRUEL! E a menina transmutou-se. E, muito pior, NUNCA encontrou quem lhe desse a tal razão de viver. Perdeu-se por dentro, vivenciou as mais terríveis emoções! Assim foi durante muitos e muitos meses.
Precisou de partir... Mas... Esta partida era diferente. Não era já para casa, era para o Sábio das Encruzilhadas. Sabia da sua existência. Descreveram-no como a criatura capaz de fazer morrer a vida. Porém, disseram-lhe que, com esperança e liberdade no peito, Ele destruiria as mais tremendas amarras da alma.
Encontrou-o pelo cheiro da solidão. Ninguém o procurava há muitos e muitos anos. Arrojada, como qualquer ser num beco sem saída, perguntou atabalhoadamente tudo sobre ele. Gemeu, rosnou, vociferou, blasfemou, todavia... (Qual Adamastor, perante o Gama) e sem que ela perguntasse, exclamou, num tom horrendo mas sofrido, de quem percebe as leis: "- Por que procuras nos outros a razão para viver? Não percebes que o teu poder te fugiu quando te deste a quem não se deu verdadeiramente a ti???" Não, a menina não percebeu.
E continuou: "- O sapo só precisava de ti. Precisar não é amar. O macaco não consegue mudar os seus padrões. Não serias tu quem terias que o mudar. Essa seria a tarefa dele. O cão ao não ter amor próprio quis retirá-lo de ti. Serias o seu alimento, seria o teu maior tormento. Amor? Não se suga. Partilha-se! Ai o leão, é eterno este problema. Só te queria para te mostrar. O leão não ama. Aproveita as características dadas pela Mãe para camuflar a sua doentia frustraçãp. O lobo... Como podes tu, menina, encantares-te pelo lobo? Não vês o que é? Não percebes o que pretende? Elevar o seu ego, destruindo-te! A sua vaidade e egoísmo são desprezíveis!"
A menina parara no espaço e no tempo. Escutara como uma criança escuta a mais bela história de princesas e sereias e baleias a bailar em alto mar.

Ouviu-se um arrepiante, mas doce sibilar da Natureza, e o Sábio da Encruzilhada desapareceu...
A menina soube mais tarde qual a razão deste nome. Fora um magnífico soldado, que fascinado por um vagalume, numa noite enfeitiçada de Verão, se perdeu numa encruzilhada. Se os companheiros, por isso, perderam a batalha? Não. Mas existe na alma de alguns a crença de que nasceram para pagar alguma coisa. Se ajudou a menina? Ah... Nem se imagina! Mas por que se perdeu ele na encruzilhada? Por que não se perdoou?...

Quem será a personagem principal desta história? O Sapo? A Menina? O Sábio? O Lobo? O Macaco? Vocês é que sabem qual é o vosso protagonista. Contudo, como em todas as histórias que começam por:"Era uma vez..." determinem sempre uma moral da história. Eu retiro. Basta reler o início desta mensagem!

sábado, 18 de julho de 2009

Vidas passadas não movem moínhos

Todos nascemos da mesma maneira. Parto natural. Casariana, tal como Júlio César, daí o nome. Todos percorremos as fases da vida, se entretanto a ceifa da morte não nos cortar: a infância, a adolescência, a juventude, a idade adulta, a chamada terceira idade (apesar de eu não perceber esta designação. 3ª idade? Que cena!!!). Todos! E todos morreremos, pelos vistos, mesmo quando nos consideramos descrentes e diferentes. Porém, este caminho é insinuante e insinuoso, distinto entre os seres. Muito distinto!... "Ah e tal, tenho traumas." Ah e tal tens que me entender se gostas de mim, SE ME AMAS!" O que se faz, o que se sofre, o que se sacrifica em nome das mágoas da infância, da adolescência... É cruel! Ninguém merece. Ninguém escolheu. Mas muito menos os outros... É preciso ser-se muito sensível e perspicaz para separar o trigo do joio. A compreensão é uma coisa, a aceitação de comportamentos destrutivos é outra totalmente diferente! São precisos anos. Mas pode acontecer em meses. O que tem que acontecer é uma transparência interior tal, uma humildade interior tal, uma libertação de dor, raiva, mágoa, preconceito que efectivamente não é uma tarefa NADA fácil! Contudo, consegui-lo é melhor que a lotaria, o euromilhões, uma herança (isto é fantástico, atenção!). Mas nada disto que está entre parêntesis satisfaz nenhum ser racional, quando ele não VIVE para si e para os outros. Recebo quase todos os dias mails magníficos. Eles dizem tudo! E teimamos em permanecer nos "horrores" dos nossos passados. E a lamentar o que falta no presente!
"Ó pá, nós somos insatisfeitos... Ah ah ah!" E acham MUITA piada! "Somos Diferentes, 'tás a ver?" E acham mais piada ainda!. Se tivesse registado na minha vida, desde há alguns anos coisas que vi, ouvi, disse, talvez não precisasse de tanto tempo, de tanto desperdício de tempo. Talvez. Não, nada se torna perfeito, e não nos tornamos perfeitos... Não é o cimo do monte gigante que importa alcançar, mas o que fazemos nesse caminho (como detesto frase feitas, vario ligeiramente, mas há toda a verdade, nisto!) Tenho muito tempo. E se não tiver, fiz e faço o melhor que posso em cada momento.
Quem nos conhece de facto? Aqueles a quem nos damos a conhecer. Todavia, não é unilateral. Podemos conhecer alguém durante toda uma vida e não sermos "conhecidos". Podemos conhecer alguém durante um mês e sentirmo-nos parte fundamental deste Universo. Interesse. Magia. Cada vez há menos, mas há!
A minha primeira mensagem dizia:"Aprendo convosco". Aprendo todos os dias. Regrido, agarro-me às cordas do meu poder, subo de novo, renasço e até desgravar todas as K7s, ou deverei dizer CDs, que me gravaram, o exercício é idêntico.
Não escolhemos nem o sítio, nem a hora, nem a família onde nascemos. Mas escolhemos, HOJE, o sítio, a hora, a nossa vida, as cores da nossa casa, as flores do jardim, o almoço o jantar, a hora de acordar, os sapatos e o bikini mais ousado, o vinho branco ou o tinto e as pessoas que nos fazem tão bem! E quem não gostar... Não é de todo problema nosso!
Há anos, estive em Elvas (comodidades fornecidas pelo min. edu (nem vale a pena escrever tudo neste momento). Mas naquela altura, tudo era diferente: chorei quando fui para lá e chorei quando voltei à cidade dos jardins proibidos (da av. central -não é possível alguém ter tão mau gosto e frieza na cidade mais jovem da Europa e não adianta convencerem-me do contrário!) Elvas foi a minha Iniciação. E compartilho convosco uma música que me fez (não me perguntem porquê, simplesmente porque há coisas assim!) RENASCER naquela altura. Quem dá o que tem...

A todos os que são e serão importantes para mim...


quarta-feira, 15 de julho de 2009

Gritar e gritar

"Quando eu era pequenina quando eu era pequenina, acabada de nascer, acabada de nascer. Ainda mal abria os olhos, ainda mal abria os olhos, já eram para te ver, já eram para te ver..." Porquê? Pergunta a Mafaldinha. E dizemos nós que há a idade dos "porquês". Não tenho a idade da Mafaldinha, mas 2009 foi o ano dos "porquês". E enquanto a Mafaldinha pergunta na mais pura curiosidade, eu pergunto na mais pura desilusão. Todavia, a consequência espero que seja a mesma: a verdade. A paz cá dentro. O Recomeçar.

Le Petit Prince

Como mulher, passei por histórias que a maioria dos seres com que me cruzo consideram, hum... treta. Sim. Não tenho quaisquer dúvidas.  P...