Abraço: "apêndice com que certas plantas se agarram a um suporte - os abraços da videira".
O abraço é suporte, como vemos na Natureza. Porém, o abraço, no ser humano, pode ser disforme, hipócrita, dissimulado, frouxo, conveniente, politicamente correcto, imbecil, manipulador, chantagista, etc e tal.
O ser mais iluminado da criação deu à palavra sentidos disformes. Não fora isso, e o abraço seria "o unir braços".
"Dar o braço a torcer"(humildade), "De braços abertos"(amor, ternura, aceitação), "Ser o braço direito de"(a pessoa de total confiança)...
Já me embrenhei no conflito de sentir alguns dos abraços que referi. São óbvios, cada vez mais óbvios, à medida que o tempo passa na alma.
Não questionemos o Abraço! Entrelacemos os motivos da alma. O abraço cura! Cura! Em todos os momentos, em todas as circunstâncias, todas!!!
O meu último, maior e intenso abraço foi... Em Março... Ao meu pai...
Em vez do "amo-te", abracem-se!E sintam nas mãos que tocam as costas, e no rosto que se encosta ao ombro, ao corpo, o antídoto para os dias que teimamos em não agradecer.
"As maiores loucuras são as mais sensatas alegrias, pois tudo que fizermos hoje ficará na memória daqueles que um dia sonharão em ser como nós: loucos, porém, FELIZES…" Kurt Donald Cobain
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Dezembro
Não, não abandonei os "gritos mudos"! Nem abandonarei (creio eu). Simplesmente, tenho que escrever outros textos, falar outras formas de linguagem, pensar de outras formas com objectivos precisos, porém também muito preciosos! Se preferia ter mais tempo para os "gritos"? Não. Porque não funciona assim... São coisas distintas. O trilhar de caminhos tão novos, tão desgastantes quanto fascinantes! Acreditem: estive "parada" no tempo com o tempo que tinha para percorrer, contudo hoje é o tempo que pára para eu passar, mas como ele é Universo, dá-me pouco tempo para o que tenho para fazer. Mas também me dá tempo para saborear vitórias e deslumbres! Tantas adversativas, que transmitem a diversidade em oposição, porém, (cá está outra)que convergem no roteiro que vou traçando no meu mapa e que vou partilhando com quem me lê, com quem se interessa: os amigos, os amores.
Sempre, sempre que o Tempo me dê tempo venho aqui. Porque os "gritos mudos" farão parte de mim. Obrigada, minha Amiga. Por perceberes que (como tu) não pertenço à manada. Como escreveste, há muitas pessoas mais ou menos. Eu (como tu) ou sou mais ou sou menos! Ler-te foi ter essa consciência julgada perdida... O que fica e rasteja pelo caminho, não me interessa. Porque já senti a solidão, mas hoje, sei que, apesar do pesar, ela foi a melhor professora.
Sempre, sempre que o Tempo me dê tempo venho aqui. Porque os "gritos mudos" farão parte de mim. Obrigada, minha Amiga. Por perceberes que (como tu) não pertenço à manada. Como escreveste, há muitas pessoas mais ou menos. Eu (como tu) ou sou mais ou sou menos! Ler-te foi ter essa consciência julgada perdida... O que fica e rasteja pelo caminho, não me interessa. Porque já senti a solidão, mas hoje, sei que, apesar do pesar, ela foi a melhor professora.
sábado, 27 de novembro de 2010
Parece-me justo...
Amores De Estudante
São como as rosas d'um dia,
Os amores de um estudante
Que o vento logo levou
Pétalas emurchecidas
Deixam no ar um perfume,
De um sonho que se sonhou.
Capas negras de estudante,
São como asas de andorinha
Enquanto dura o Verão.
Palpitam sonhos distantes,
Alinhados nos beirais
No palácio da ilusão.
Quero, ficar sempre estudante,
P'ra eternizar
A ilusão de um instante.
E sendo assim,
O meu sonho de Amor
Será sempre rezado,
Baixinho dentro de mim.
Os amores de um estudante
São frágeis ondas do mar,
Que os ventos logo varreram.
Pairam na vida um instante
Logo descem, depois morrem
Mal se sabe se nasceram.
Mocidade, Oh! Mocidade,
Louca, ingénua e generosa
E faminta de ilusão
Que nunca sabe os motivos
De quanto queira o capricho
Ou lhe diga o coração.
Quero, ficar sempre estudante,
P'ra eternizar
A ilusão de um instante.
E sendo assim,
O meu sonho de Amor
Será sempre rezado,
Baixinho dentro de mim.
Quero
Quero mostrar-te este mundo
Quero dar-te olhos p’ra ver
O que te toca no fundo,
Qual a razão de viver.
Quero ensinar-te a amar!
Quero contigo aprender
A ter, na vida, um lugar
Perto de um outro ser.
Se eu puder descobrir,
Quero deixar-te encontrar
A razão de permitir
O coração comandar.
Quero ensinar-te a amar!
Quero contigo aprender
A ter, na vida, um lugar
Perto de um outro ser.
Quero ensinar-te a amar!
Quero contigo aprender
A ter, na vida, um lugar
Perto de um outro ser.
Quero ensinar-te a amar!
São como as rosas d'um dia,
Os amores de um estudante
Que o vento logo levou
Pétalas emurchecidas
Deixam no ar um perfume,
De um sonho que se sonhou.
Capas negras de estudante,
São como asas de andorinha
Enquanto dura o Verão.
Palpitam sonhos distantes,
Alinhados nos beirais
No palácio da ilusão.
Quero, ficar sempre estudante,
P'ra eternizar
A ilusão de um instante.
E sendo assim,
O meu sonho de Amor
Será sempre rezado,
Baixinho dentro de mim.
Os amores de um estudante
São frágeis ondas do mar,
Que os ventos logo varreram.
Pairam na vida um instante
Logo descem, depois morrem
Mal se sabe se nasceram.
Mocidade, Oh! Mocidade,
Louca, ingénua e generosa
E faminta de ilusão
Que nunca sabe os motivos
De quanto queira o capricho
Ou lhe diga o coração.
Quero, ficar sempre estudante,
P'ra eternizar
A ilusão de um instante.
E sendo assim,
O meu sonho de Amor
Será sempre rezado,
Baixinho dentro de mim.
Quero
Quero mostrar-te este mundo
Quero dar-te olhos p’ra ver
O que te toca no fundo,
Qual a razão de viver.
Quero ensinar-te a amar!
Quero contigo aprender
A ter, na vida, um lugar
Perto de um outro ser.
Se eu puder descobrir,
Quero deixar-te encontrar
A razão de permitir
O coração comandar.
Quero ensinar-te a amar!
Quero contigo aprender
A ter, na vida, um lugar
Perto de um outro ser.
Quero ensinar-te a amar!
Quero contigo aprender
A ter, na vida, um lugar
Perto de um outro ser.
Quero ensinar-te a amar!
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Balada da Neve
Batem leve, levemente,
como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente,
e a chuva não bate assim.
É talvez a ventania:
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho...
Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento com certeza.
Fui ver. A neve caía
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria...
Há quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!
Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho...
Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
duns pezitos de criança...
E descalcinhos, doridos...
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
depois, em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!...
Que quem já é pecador
sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!...
Porque padecem assim?!...
E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na Natureza
e cai no meu coração.
Augusto Gil
como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente,
e a chuva não bate assim.
É talvez a ventania:
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho...
Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento com certeza.
Fui ver. A neve caía
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria...
Há quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!
Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho...
Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
duns pezitos de criança...
E descalcinhos, doridos...
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
depois, em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!...
Que quem já é pecador
sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!...
Porque padecem assim?!...
E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na Natureza
e cai no meu coração.
Augusto Gil
domingo, 14 de novembro de 2010
Viver sempre estudante
Para quem pergunta o porquê da escolha desta profissão. Eternos Estudantes, Boémios Devotos e Sonhadores, porém Conscientes, Crentes no Futuro e nos Seres que Ensinamos! Ainda que nos depreciem, existe o fado inerente, o destino a cumprir. Ai, saudade!...
Carved in sand
Faz mais de um ano que iniciei este atrevimento pela escrita... na blogosfera. Junho de 2009. Tantas, tantas emoções! Tanto frio, tanto calor, tanta luz, tanta escuridão, tanta paz e tanta turbulência, tantos sonhos, tantas desilusões, tanta escrita parva e tanta escrita mais ou menos. Tanto tempo e ao mesmo tempo tão pouco. É importante celebrarmos efemérides, porque mesmo que pensemos, por vezes, que a vida é um vazio... Não é. Afinal, estalam castanhas nas tardes frias, bailam as folhas cor do bronze ao vento impetuoso mas sedutor do outono, fazem-se presépios (ainda sou do tempo e da crença) abraçam-se os companheiros da vida, está-se perto nos piores momentos quando todos compreendem o milagre da Vida e a sua crueldade! Muitos bebés, muitos cafés, muitas desilusões, muita, muita saudade...
Colocam-se as máscaras dos mascarados na Vida, no carnaval, celebram-se os santos que abençoam a mesa de vinho e broa e amigos; recebe-se a cor dada pelo sol e o sal dos mergulhos do calor dos corpos que apenas querem repousar... E a Vida permanece! Qual vazio? O vazio existe para quem é humano. Contudo... deve ser apenas um voo imperceptível do efémero. Anotemos, ainda que apenas no coração, o que vivenciamos, e descubramos que a Vida é um círculo ao sol, repetido, mas sempre feito de forma diferente.
Gosto das expressões "carved in sand" e "go with the flow" e "it's a beautifull day" e " não há mal que sempre dure" e "quero viver sempre estudante" e "depois da tempestade vem a bonança" e "ama e faz o que te apetecer" e "tres cosas ay en la vida: salud, dinero e amor"...
Gritos mudos, num mundo, numa cidade, num espaço. Ai quem me dera conseguir dizer com precisão, por palavras, todo o Mundo que existe em mim!...
Colocam-se as máscaras dos mascarados na Vida, no carnaval, celebram-se os santos que abençoam a mesa de vinho e broa e amigos; recebe-se a cor dada pelo sol e o sal dos mergulhos do calor dos corpos que apenas querem repousar... E a Vida permanece! Qual vazio? O vazio existe para quem é humano. Contudo... deve ser apenas um voo imperceptível do efémero. Anotemos, ainda que apenas no coração, o que vivenciamos, e descubramos que a Vida é um círculo ao sol, repetido, mas sempre feito de forma diferente.
Gosto das expressões "carved in sand" e "go with the flow" e "it's a beautifull day" e " não há mal que sempre dure" e "quero viver sempre estudante" e "depois da tempestade vem a bonança" e "ama e faz o que te apetecer" e "tres cosas ay en la vida: salud, dinero e amor"...
Gritos mudos, num mundo, numa cidade, num espaço. Ai quem me dera conseguir dizer com precisão, por palavras, todo o Mundo que existe em mim!...
domingo, 7 de novembro de 2010
Easy...
Não me parece que a vida tenha mudado. Nem me parece que o Sonho da Humanidade seja diferente. Nem tão pouco que os humanos estejam perto do abismo. O que me parece é que no ser humano existe uma espécie de vírus que apenas se mostrou agora.Recuso-me a acreditar que a Humanidade seja isto! Recuso-me a aceitar um vazio de tal natureza. Leio um livro para crianças e, se o vírus aqui está prestes a mostrar-se, eu descobri o antídoto!
Apesar dos fretes da vida que nos é imposta por quem não escolhemos, das amarras que são vivas, nunca nada é fatal! Agarrei-me a uma semana de aulas, esqueci a desgraça dos desgraçados e quis brincar de ser professora. Ainda que por instantes,levantei a cabeça e disse: Eu vou contribuir! E que venham todas as armas de destruição em forma de gente, porque as armas são gente. Não vale a pena! A gente será mais forte do que as armas! Enquanto o meu Mundo se metamorfosear, enquanto eu tiver suporte, enquanto tiver ouvintes nem que seja o gato que está na Mãe, não derrubarão o Ser!
Os desafios cruéis são impostos por impostores. Então, porque exasperar? Não vale a pena!!!... (sorriso)
Apesar dos fretes da vida que nos é imposta por quem não escolhemos, das amarras que são vivas, nunca nada é fatal! Agarrei-me a uma semana de aulas, esqueci a desgraça dos desgraçados e quis brincar de ser professora. Ainda que por instantes,levantei a cabeça e disse: Eu vou contribuir! E que venham todas as armas de destruição em forma de gente, porque as armas são gente. Não vale a pena! A gente será mais forte do que as armas! Enquanto o meu Mundo se metamorfosear, enquanto eu tiver suporte, enquanto tiver ouvintes nem que seja o gato que está na Mãe, não derrubarão o Ser!
Os desafios cruéis são impostos por impostores. Então, porque exasperar? Não vale a pena!!!... (sorriso)
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Le Petit Prince
Como mulher, passei por histórias que a maioria dos seres com que me cruzo consideram, hum... treta. Sim. Não tenho quaisquer dúvidas. P...